sábado, 30 de janeiro de 2010

Comunidade dos Países de Língua Portuguesa



Saudade



Saudade (1899), por Almeida Júnior.

Os outros idiomas possuem dificuldade em traduzir a palavra saudade ou atribuir-lhe um significado preciso: Te extraño (castelhano), J'ai regret (francês) e Ich vermisse dish (alemão). No idioma inglês, encontramos várias tentativas: homesickness (equivalente a saudade de casa ou do país), longing e to miss (sentir falta de uma pessoa), e nostalgia (nostalgia do passado, da infância).

Mas todas essas expressões estrangeiras não definem o que sentimos. São apenas tentativas de determinar esse sentimento que nós mesmos não sabemos exatamente o que é.

Não é só um obstáculo ou uma incompatibilidade da linguagem, mas é principalmente uma característica cultural daqueles que falam a língua portuguesa.

Fonte: http://www.spectrumgothic.com.br/gothic/saudade.htm

Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego-português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor.

A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar".

Diz a lenda que foi cunhada na época dos Descobrimentos e no Brasil colônia esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos.

Define, pois, a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou ações. Provém do latim "solitáte", solidão.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Saudade


Saudade

És a filha dileta da noss´alma
Da noss´alma de sonho e de tristeza
Andas de roxo sempre, sempre calma
Doce filha da gente portuguesa!

Em toda a terra do meu Portugal
Te sinto e vejo, toda suavidade
Como nas folhas tristes dum missal
Se sente Deus! E tu és Deus, saudade!...

Andas nos olhos negros, magoados
Das frescas raparigas. Namorados
Conhecem-te também, meu doce ralo!

Também te trago n´alma dentro em mim,
E trazendo-te sempre, sempre assim,
É bem a pátria qu´rida que eu embalo.



Florbela Espanca



Nós, simplesmente, não nos sentimos sozinhos: saudamos nossa solidão.
E não há medo, culpa, ou sensação de fracasso em morrer de amor.

Porque saudar a solidão e mostrar a melancolia ao outro é experimentar a própria vida pelos sentimentos, é existir.

Só se ama quando se morre de amor.

E como é bom poder sentir saudade!
Quem nunca sentiu saudade é quem nunca teve algo de bom para chorar.

Feliz dia da saudade!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Línguas mais Faladas no Planeta


em milhões de pessoas.
Fonte: O Atlas das Línguas - Lisboa: estampa, 2001 p. 19

Línguas e Geografia

sábado, 2 de janeiro de 2010

Rosa Englantina


Eglantina: nosso emblema

(Revista da Academia Paulista de Letras - Ano XXXIV, Março de 1977, nº 89.)

O emblema da Academia, bem como o distintivo e o ex-libris, foram solicitados pelo Presidente Alcântara Machado e idealizados pelo artista José Wasth Rodrigues (1891-1957), que se notabilizou por inúmeros trabalhos artísticos ligados à história do país e à heráldica, sendo de sua confecção o brasão do Estado de São Paulo, instituído em 1932 pelo governo constitucionalista.
José Wasth Rodrigues encaminhou sua proposta à Academia Paulista de Letras em 18 de fevereiro de 1939, com as seguintes observações: A criação de um emblema para a Academia Paulista de Letras, tendo como divisa o verso de Bilac: Última flor do Lácio..., referindo-se o poeta à língua portuguesa para lembrar a sua origem latina, realiza-se de maneira satisfatória pela representação da rosa clássica que se encontra nos ábacos dos capitéis ou nos tetos das cornijas antigas, por satisfazer ela a necessidade de uma simbolização ampla e elevada.
Esta mesma rosa figura na heráldica sob o aspecto de uma flor de cinco pétalas, estilização da rosa silvestre ou eglantina. Não pode ter outra forma senão a que eu represento, pois, diz Santos Ferreira, no Armorial Português, que a rosa heráldica tem cinco pétalas, uma das quais voltada para o chefe do escudo, e cinco pontas nos intervalos das pétalas. Difere do quinqüefólio em ter as pétalas arredondadas e ao centro um olho ou botão que pode ser do esmalte da flor ou de qualquer outro.
A mesma definição vem em Ghenzi, que diz: Rose, églantine avec ses cinq feuilles, entre lesquel es apparaissent les sépales. A. Tailhades, o grande mestre da heráldica chama a atenção para que toute fleur regulièrement inscrite dans un cercle est composée de parties semblables gironnantes et poséesde façon à ce qu une de ces parties soit toujours au sommet de cette figure.
A sua substituição, por uma outra flor qualquer, regional, iria prejudicar e deturpar consideravelmente o sentido do lema adotado. Seria possível tal coisa se o lema fosse outro, ou se quiséssemos fazer alusão a uma língua regional ou ameríndia. Por todas estas razões, que apresento, creio que a última flor do Lácio não poderá ser melhor representada do que da maneira que o fiz, isto é, dentro dos moldes latinos e de acordo com a ciência abstrata e elevada por excelência, que é a heráldica (1).

(1)" Esboços e estudos preliminares de José Wasth Rodrigues, de que resultou o emblema da Última Flor do Lácio, representado acima, na ordem em que nos concedeu o artista. (revista da Academia Paulista de Letras, Ano XXXIV, no. 89. março de 1977, documento existente no acervo da Academia Paulista de Letras).

fonte na NET : Academia Paulista de Letras